.14 de julho de 2017

Aquela moça me ensinou a ser feliz


Se tem uma coisa que eu admiro em você, é o seu jeito de encarar a vida. Você transforma as pequenas coisas do dia-a-dia em detalhes extraordinários, e desfruta um simples banho quente, ou uma tarde no sofá com tamanho apreço, como se fossem a realização da sua vida, que eu quase sinto inveja.

Você, mocinha, sabe muito bem ser feliz. 

E confesso que eu fui desejando ser mais como você. Aprendi que devo valorizar o pouco, porque na verdade ele é muito. Nós é que desprezamos o que nos é cotidiano. Vamos empurrando a vida, esperando chegar até essa tal felicidade, sem saber que a gente é feliz todo dia, ou pelo menos temos sempre a oportunidade de ser. 

Quero aproveitar mais o nascer e o pôr do sol, meu café da manhã na companhia de mim mesmo, o meu sofá, um bom livro, te ver pegar no sono, ou quando aquela música que não sai da minha cabeça toca no rádio. São coisas tão pequenas, mas que sempre te arrancam os sorrisos mais doces. 

Aprendi com você que eu preciso apreciar todas as coisas simples que vou fazendo mesmo que elas sejam rotina, se não for assim que graça tem viver? Tudo vai virar rotina uma hora ou outra, e se não soubermos apreciar tudo que temos, vamos acabar perdendo o sentido. Eu não quero ser um velho ranzinza que reclama de tudo e não aproveitou nada do que tinha. E olha que antes de você, eu estava quase chegando lá. 

A gente precisa se entregar. Precisamos ser mais gratos. Gratidão é justamente isso: Apreciar as pequenas coisas que temos. Um dia vamos perceber o quanto elas eram grandes.

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